Depois da última assembleia, realizada na última sexta-feira e que decidiu pela manutenção da greve dos professores das escolas estaduais da Paraíba, não houve alterações significativas no que se refere à realização de aulas em Campina Grande. A maioria das escolas, sobretudo as que apresentam maior número de alunos, como o Estadual da Prata, o Premem e o Raul Córdula, permanece com as atividades didáticas paralisadas.
Segundo a diretora regional do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Estado da Paraíba (Sintep), Keila Pimentel, “enquanto não houver avanços nas negociações, com a sinalização de uma proposta que contemple os anseios dos professores, a greve estará mantida”, afirmou. Amanhã será realizada, às 15h, na Associação Comercial, uma nova assembleia regional para avaliar o movimento. Na próxima sexta-feira, será a vez da assembleia geral em João Pessoa, que “deve apreciar as decisões tomadas nas regionais, assim como a contraproposta que o governo do Estado deve apresentar”, afirmou a diretora.
Os professores não aceitaram a proposta do governo, que ofereceu reajuste de 5%, retroativo a janeiro, em virtude do percentual oferecido incidir sobre R$ 610,44. Para a coordenadora do 3° Centro Regional de Educação e Cultura (Crec), que abrange Campina Grande e outros 40 municípios da região, Socorro Ramalho, a expectativa é de que o Sintep avalie melhor a proposta apresentada pelo governador José Maranhão, tendo em vista que é a única possível para o atual momento econômico da Paraíba. Outra questão que preocupa Socorro Ramalho é a questão da evasão escolar que, segundo ela, tende a aumentar devido à paralisação das atividades escolares. “Essa é uma questão delicada. Quando não tem aula, o aluno tende a procurar outras escolas que estejam funcionando. Daí nossa preocupação. No entanto, quero assegurar que os dias letivos paralisados serão devidamente repostos”, disse.
Fonte: JP